Há dias em que me sinto como um caracol, enrolada em mim, fechada numa carapaça que não deixa que invadam meu mundo. Custa falar, exprimir-me, partilhar. Penso que perdi capacidades de comunicar verbalmente e que só na escrita consigo dizer tudo o que me vai na alma. Refugio-me na música procurando o conforto e a identificação que não consigo nas pessoas. E aí sou intolerante a críticas porque o coração se abre e fica sensível a qualquer julgamento. É uma entrega total e inexplicável. Estaria disposta a dar-me a quem me compreendesse como as músicas que oiço. Parece absurdo. Mas vejo a música como um espelho da alma. Quando estou triste oiço melodias melancólicas e quando sinto alegria procuro batidas mexidas e dançantes. Talvez por isso não entenda quem só ouve um estilo de música? Será que não se cansa?
Revejo-me na mulher do último filme que vi: “I don’t need someone to feed me but i need someone to love”.
Precisava de um abraço apertado.
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