sabato, novembre 06, 2004

Hip hop don't stop

Este movimento nasceu em Nova Iorque nos anos 70, entre as comunidades negras e pobres americanas que viviam no bairro Bronx. Nessa época, a disco music começava a tomar conta das rádios americanas e das boates de Manhattan - inacessí­veis aos moradores do Bronx que, em resposta, organizaram festas de rua e em boates locais, começaram a extrair ritmos e melodias de discos e mesclá-las com sua poesia cheia de crí­tica à situação em que viviam. Estavam criados os três elementos que caracterizam o hip-hop: música (rap -Rhythm and Poetry - com os DJs e MCs), artes plásticas (grafittis) e dança (break dance).
Inicialmente associado às periferias das grandes urbes, às classes mais desfavorecidas e excluídas da sociedade, o hip-hop é hoje representado por diversas classes sociais pois é acima de tudo uma forma crítica e construtiva de expressar ideias através da arte de rua como forma protesto, luta e resistência política. Porque não é necessário viver na pele para defender as causas em que se acredita.

O hip hop começou a ser cantado em português no Brasil, no início dos anos 80. A história do rap brasileiro conta já com inúmeros rappers ainda desconhecidos em Portugal, exceptuando o polémico "menino" branco de classe média alta - muito criticado no meio do hip-hop brasileiro, mas que eu tanto adoro!
Por cá, foi há 10 anos que o hip-hop tuga nasceu, pela mão do General D, e tem vindo a crescer a olhos vistos.
E foi assim hoje, no XI Festival, em Oeiras:

Podia ter sido mais cativante mas valeu a iniciativa e a companhia especial.

O hip-hop é uma cultura, um estilo de vida para quem se identifica com esta forma de estar.
Hip-hop é sentimento, é curtir a onda no momento, faz-me companhia no sofrimento.
Porque esta batida que nasceu na street
quando entra em mim goes so deep
that I forget all the shit
and remember just good things to keep

“Keep it real”

Cumé que lhe dás?
"Dou-lhe com a alma!"

Nessun commento: