Ontem fui a um Encontro sobre Voluntariado, em Cascais. Houve intervenções muito interessantes. Comovi-me imenso com um documentário, ao som de "What a wonderful world", sobre a montagem e inauguração de um parque infantil num bairro social, ao ver a alegria das crianças quando terminou a espera e puderam finalmente brincar. Comovi-me com as pessoas que se dão de forma tão simples. E ver como é fácil alegrar outros fazendo pequenos gestos. Tive vontade de voltar a estar ligada a uma actividade de voluntariado. Questões que sempre me fazem pensar: O que é ser voluntário? Quando se deve fazer? Haverá altruismo puro?
Eu penso que há alturas para tudo e temos de estar bem connosco para conseguir dar algo aos outros. Porque o voluntariado é um compromisso. Penso que a pausa que fiz fez sentido, dada a minha instabilidade emocional. E penso que ser altruista tem sempre algum egoísmo associado. Mas é um egoismo bom, porque ambos os lados recebem.
Um dia vi numa revista palavras, que transcrevi para um pequeno papelinho que desde então trago sempre na carteira, que me tocaram pela verdade e humildade da pessoa que as disse:
"Nestas coisas de solidariedade às vezes é fácil esquecermo-nos do essencial - o outro, a melhoria das suas condições de vida - e ficamos a olhar para o nosso umbigo, a pensar que somos muito bonzinhos. Este é o pior erro que se pode cometer”
“Para ajudar precisamos, antes de mais, de ser humildes, ao ponto de percebermos que aquilo que possamos fazer é sempre uma gota de água no oceano enorme de carências que existem no mundo (...) Não se trata de desvalorizar o que fazemos, mas antes ter uma noção clara do nosso lugar e das nossas limitações. Só assim se pode intervir com qualidade”
“não dando o peixe mas ensinando a pescar”
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