lunedì, dicembre 06, 2004

porque escrevo

Apercebi-me porque escrevo.
Não acredito que se escreva sem achar que se vai ser lido pelo menos uma vez, algum dia... Está presente essa hipótese. Mas podemos importar-nos ou não com isso. E influenciar-nos ou não. Eu escrevo acima de tudo para mim, porque me sinto só, porque sinto necessidade de desabafar, de prolongar momentos, de me exprimir. Faço-o desde pequenina. Quando tinha os meus diários e os trancava com a chavinha. Porque eram coisas minhas, segredos. Mais tarde passei para os caderninhos de bolso, onde anotava frases, citações, pensamentos... Ainda hoje o faço. Depois veio a blogomania. Cheguei a criar blogs conjuntos, mas nunca vingaram. Sentia vontade de ter um meu, que veio nesta altura. Nestes últimos tempos tem sido a minha companhia e quase ocupação diária. Penso todos os dias o que hei-de postar, uma imagem, uma frase, uma canção.. Passo horas a navegar na internet. Descubro imensos outros sites e blogs. Perco-me nas escritas de outr@s. Busco identificação, companhia, descoberta. Crio ilusões.
Mas mantenho sempre a esperança de um dia... Penso se ess@s outr@s se sentem sós também e o que @s leva a escrever.
Tenho vontade de partir. Tenho saudades de viajar.
Sinto-me imensas vezes perdida, sem saber estar, sem saber o que quero, com quem, onde. E refugio-me na escrita. Guardo para mim. Mas a partir do momento em que comecei a partilhar parece que mudei. Que perdi alguma coisa.. que me passei a conter. E então decidi retomar. Ser eu. Ser sincera comigo. Sem me importar com o que pensam. “Só vou gostar de quem gosta de mim”. Pode parecer arrogância, mas é só defesa. Cansei de sofrer. Talvez esteja a perder, ao não correr atrás do que quero, mas não consigo imaginar, ou tenho medo...
Tenho noção das minhas limitações e por vezes desejava conseguir mais. Admiro quem tão bem escreve. Mas por enquanto, escrevo porque é essa a minha vontade.
“E porque não minto sou um labirinto”!

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