sabato, gennaio 08, 2005

nestes últimos dias

tenho sentido uma boa-disposição invulgar, daquelas que não se explicam, não se percebem. E se calhar não tem de haver uma razão para tudo... Mas estranha-se. Sinto que houve uma qualquer reviravolta no meu interior, um desejo enorme de mudança e uma força para seguir esse desejo. Assim como uma capacidade de lidar e ultrapassar as frustações. Nunca pensei que a ideia de ter uma casa minha, o meu cantinho, começasse a crescer tanto como agora. E o poder acordar num lugar "independente", dá-me uma tal sensação de liberdade! Despertar em Lisboa, ir acordando pelas ruas da cidade, com uma sensação de pertença - e não de quem vem de fora, como acontece quase sempre. Acordar cedo e ter o dia pela frente, é como ter a perspectiva da vida. Tanto que posso fazer ainda! Os dias de sol de inverno têm ajudado. E a música, sempre. As pessoas. Amig@s e "momentinhos" com man@s, como é bom! Como é possível não se gostar de crianças? Elas são quem nos dá a alegria, a esperança, a novidade, a necessidade de protecção, continuidade. E sei que isso me prende de "fugir". Quero estar presente no crescimento. Acompanhar. Sei como o tempo voa. Olhando para trás aflije-me lembrar como estive mal, em que parecia não ter motivos para sorrir. Penso que recuperei a capacidade de brincar, de rir, e neste momento só quero estar bem. E o querer tem muita força!
"Leva qualquer eu a meu dia
Dá-me paz eu só quero estar bem
(...)
Quando alguém deixar de te dar amor
Pensa que há quem viva do teu calor
Hoje é só um dia e vai voltar
Amanhã
(...)
São coisas São coisas São só coisas São coisas
Eu estou bem
Quase tão bem
Vê como é bom voltar a dizer
Eu estou bem
Quase tão bem
Vê como é bom voltar a dizer
Eu estou quase a viver"
(Coisas, Ornatos Violeta)

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