martedì, agosto 30, 2005

sons (bem) passados











Franz Ferdinand,
live @ Lisboa Soundzzzzzzz

This guys are Superfantastisch

leituras passadas (II)


"Eu queria a Callas por todo o lado,
como uma doença que custa em despregar,
como uma mal contagioso para o qual não há cura.
A Callas em vez da televisão."
*
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"A Europa.
Assassina de si própria.
Uma mulher que sobrevive após a sua morte.
Uma mulher que deixou para trás todos os filhos, todos os sonhos, todos os conflitos, todos os maridos. (...) A Europa morreu, esquecida de quem foi e de quem poderia ter sido, arrancadas as raízes da sua criação e abandonada À sorte, esperando que esta lhe venha bater à porta. A última flor do mundo está a morrer. Ninguém desejará alguma vez lembrar-se dela, sequer."
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"Sim, desprezamos a mulher-reservatório-de-amor, máquina de volúpia, a mulher veneno, a mulher-objecto-decorativo-trágico, a mulher frágil, obsessiva, fatal, como uma voz pesada de destino e sonhadora..."
(Marinetti, Manifesto do Futurismo)
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"O Amor é um poço sem fundo onde te enfias para não mais de lá sair.
Apenas se outros te atirarem as cordas, poderás trepar para fora dele. O grande problema é que as cordas não estão sempre à tua disposição e tu és capaz de ficar tempos infinitos lá dentro, um poço funéreo, imundo, fedorento, repugnante, doloroso. Isso é o amor, um poço sem fundo."
(...)
"O Amor é alienante"
(...)
"- O Amor é uma caverna.
- E porque razão uns têm direito a sair da caverna e outros não?
- Não sei. Acho que as pessoas têm de ser corajosas para deixar a caverna e sair cá para fora.
O amor é alienante, mas não eterno"
(...)
"As nossas vidas nunca (serão) suficientemente importantes.
Para importarem."
~*~

leituras passadas (I)

Quando nem a música consegue ser a salvação... porque "o amor é uma doença, quando nele julgamos ver a nossa cura"

"Não há esperança que tenha sentido.
Que ninguém pense realizar os seus sonhos. Mais do que isso, deverá compreender como é loucura ter esperança. Uma vez isso compreendido, pode então ter esperança. Se, mesmo asssim, conseguir ainda sonhar, então a vida tem um sentido"
Quem Ama Não Dorme, de Robert Schneider

lunedì, agosto 29, 2005

Águas passadas

~*~
Under the sea, is where I'll be
No talking about the rain no more,
I wonder what thunder will mean,
when only in my dream
The lightning comes before the roar
~*~
("Disappointing in the sun", dEUS)

giovedì, agosto 18, 2005

domenica, agosto 14, 2005

cemMedos

~*~
As palavras que nunca te direi
momentos que não esquecerei
o medo de não fazer o que sonhei
o medo de não largar o que deixei
~
escolher entre o passado e o futuro
escolher entre o incerto e o seguro
não ter medo de saltar o muro
~
O tempo que se perde em indecisões
por medo de sofrer desilusões
em vez de correr atrás das paixões
vou perdendo a cada dia... palpitações
~*~

semMedos

O fim de um começo... pela leitura, pela fantasia, pela imaginação...
~*~
(Aventuras de João Sem Medo - panfleto mágico em forma de romance,

martedì, agosto 09, 2005

Senhas


O sol desbota as cores
O sol dá cor aos negros
O sol bate nos cheiros
O sol faz se deslocarem as sombras
A chuva cai sobre os telhados
Sobre as telhas
E dá sentido as goteiras
A chuva faz viverem as poças
E os negros recolhem as roupas
~*~
A música dos brancos é negra
A pele dos negros é negra
Os dentes dos negros são brancos
~*~

lunedì, agosto 08, 2005

Djavanear

Pai e mãe
Ouro de mina
Coração
Desejo e sina
Tudo o mais
Pura rotina
jazz
(...)
O luar, estrela do mar
O sol e o dom
Quiçá um dia
a fúria
desse front
virá lapidar
o sonho
até gerar o som
como querer Caetanear
o que há de bom.

Dança da solidão

Solidão é lava
que cobre tudo
amargura em minha boca
sorri seus dentes de chumbo
Solidão palavra
cavada no coração
resignado e mudo
no compasso da desilusão
~*~
Desilusão, desilusão
Danço eu dança você
Na dança da solidão
~*~
(Paulinho da Viola,
na voz de Marisa Monte)

mercoledì, agosto 03, 2005

Algarve (a)gosto


a ria (formosa)

(tanto) mar
















"Navegar é preciso,
viver não é preciso..."














"Aldeia da Meia-Praia
ali mesmo ao pé de
Lagos
"

Não Vale a Pena

(Jean Garfunkel / Paul Garfunkel,
na voz de Maria Rita)
Ficou difícil
tudo aquilo, nada disso
Sobrou meu velho vício de sonhar
Pular de precipício em precipício
Ossos do ofício
Pagar pra ver o invisível
e depois enxergar
~*~
Que é uma pena
mas você não vale a pena
não vale uma fisgada dessa dor
não cabe como rima de um poema
de tão pequeno
mas vai e vem e envenena
e me condena ao rancor
~*~
De repente cai o nível
e eu me sinto uma imbecil
repetindo, repetindo, repetindo
como num disco riscado
o velho texto batido
dos amantes mal-amados
dos amores mal-vividos
E o terror de ser deixada
cutucando, relembrando, reabrindo
a mesma velha ferida
E é pra não ter recaída
que não me deixo esquecer
que é uma pena...