(...)
Ah Portugal, Linda terra de buracos sem igual
De "aviones" sobre as lages De "camones" e Bocages
E bocados de nação...
(...)
Ai Portugal Concebido com pecado original
Isto não começou bem O filho a bater na mãe
Tinha que acabar em mal
~
Pensar que os nossos filhos
Já nem jogam matraquilhos
Que futuro lhes reserva
Portugal do pequeninos
Vender o sol, vender o sol
Aos quadradinhos
~
Só nós sabemos deste céu à beira-mar
Do sangue a fervilhar nas veias
Nesta península de gente a navegar
Que temos que habitar a meias
~
O nosso povo já cansado de sofrer
E de anos a dizer: "Não posso!"
Deste país de tanta coisa por fazer
Que por ninguém querer é nosso
Deste país de tanta coisa por fazer
Que por ninguém querer é nosso!
~
(Serafim Saudade, "Tango a Portugal" - em dia de GREVE GERAL!)
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