...depois de tudo ainda ser feliz
mas já não há caminhos pra voltar
e o que é que a vida fez da nossa vida?
o que é que a gente não faz por amor?"
Ontem, a caminho do cinema, sobressaltei ao som desta canção.
Porque é que há músicas que me tocam tanto? Que mexem comigo pra caramba? Na voz da Marisa Monte, essa canção leva-me a um passado distante, e no entanto consegue estar tão actual, porque me faz sentir que nunca esqueço o passado. Somos o que vivemos e as memórias fazem a nossa personalidade, maneira de ser, de estar. Será possível desligar do passado e viver uma nova vida? Não acredito que se consiga desprender assim, fica sempre algo. E se de memórias vivo, de memórias sou feita. Mas não quero ficar agarrada ao passado, penso no presente, no futuro. E talvez por isso me assuste parar e pensar. O que me espera?
No fim do filme ("Before sunset"), igual sentimento de previsibilidade inicial . Sabia mais ou menos o que me esperava, mas gostei da simplicidade, da leveza, do reencontro e do acreditar no amor. Porque a esperança é sempre a última que morre. E a felicidade a nossa busca constante. "Bem que se quis, depois de tudo ainda ser feliz"
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