lunedì, novembre 29, 2004

Aos meus amigos

"É tão bom uma amizade assim
ai, faz tão bem saber com quem contar
eu quero ir ver quem me quer assim
é bom p'ra mim, é bom p'ra quem tão bem me quer"

domenica, novembre 28, 2004

Voluntariado


Ontem fui a um Encontro sobre Voluntariado, em Cascais. Houve intervenções muito interessantes. Comovi-me imenso com um documentário, ao som de "What a wonderful world", sobre a montagem e inauguração de um parque infantil num bairro social, ao ver a alegria das crianças quando terminou a espera e puderam finalmente brincar. Comovi-me com as pessoas que se dão de forma tão simples. E ver como é fácil alegrar outros fazendo pequenos gestos. Tive vontade de voltar a estar ligada a uma actividade de voluntariado. Questões que sempre me fazem pensar: O que é ser voluntário? Quando se deve fazer? Haverá altruismo puro?
Eu penso que há alturas para tudo e temos de estar bem connosco para conseguir dar algo aos outros. Porque o voluntariado é um compromisso. Penso que a pausa que fiz fez sentido, dada a minha instabilidade emocional. E penso que ser altruista tem sempre algum egoísmo associado. Mas é um egoismo bom, porque ambos os lados recebem.

Um dia vi numa revista palavras, que transcrevi para um pequeno papelinho que desde então trago sempre na carteira, que me tocaram pela verdade e humildade da pessoa que as disse:

"Nestas coisas de solidariedade às vezes é fácil esquecermo-nos do essencial - o outro, a melhoria das suas condições de vida - e ficamos a olhar para o nosso umbigo, a pensar que somos muito bonzinhos. Este é o pior erro que se pode cometer”

“Para ajudar precisamos, antes de mais, de ser humildes, ao ponto de percebermos que aquilo que possamos fazer é sempre uma gota de água no oceano enorme de carências que existem no mundo (...) Não se trata de desvalorizar o que fazemos, mas antes ter uma noção clara do nosso lugar e das nossas limitações. Só assim se pode intervir com qualidade”

“não dando o peixe mas ensinando a pescar”

Eeeeeeeena páaaaaaaaaa

'Tá tudo cheio de lama!

Cuidado, olha as "ortigas"! :P

Está a começar a chover e a ficar de noite!!!

Não esquenta não e abana esse bundão!

sabato, novembre 27, 2004

"não esperes que aconteça, nem desejes que aconteça ...
simplesmente observa o que acontece!"
mesmo sem saberes, Grazie ;)
Bicicletada II
com direito a filmagens para um documentário de um american!!! 7 bikers dizendo palavras de ordem, quase de improviso. A mim saiu-me:
"I want a better city with less polution"
Já sem "representar", houve distribuição de flayers e flores aos automobilistas, uma reunião na relva da praça do Areeiro e a tal sensação...
Ai, quem me dera pedalar p'ra todo o lado!

venerdì, novembre 26, 2004

Futuro

Isto aqui de andar a procurar caminhos tem tanto de entusiasmo quanto de perturbação!
"caramba! Está-se para aqui a dançar na corda-bamba, caramba!

Sem saber para que lado é que se cai, ou com que pé é que se samba!"

giovedì, novembre 25, 2004

Leituras

Haverá melhor viagem que um livro?

Tinha começado à tarde, na rádio, com Rui Zink e o trocadilho "Volta ao dia em 80 mundos" (em que "cada livro é um mundo") e a existência da "telepatia" (duas ou mais pessoas a ler o mesmo livro em diferentes pontos do globo!). Porque passo o tempo a citar, porque ajuda a ver as palavras que não consigo dizer, os pensamentos que tenho e não consigo expressar, porque me levou a viajar horas no "Citador", onde vou descobrindo alguns autores que sempre quis conhecer, mergulho nas suas escritas e termino vencida pelo cansaço.

"Uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de.
Apesar de, se deve comer.
Apesar de, se deve amar.
Apesar de, se deve morrer.
Inlcusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente.
Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita foi a criadora da minha própria vida."

Clarice Lispector, in 'Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres'

Universo

Hoje recebi por mail a possibilidade de imaginar o que será viajar pelo espaço.
Um espectáculo impressionante e esmagador! Penso como seria ver a Terra fora dela e sinto que somos mesmo pequeninos, uma partícula infima em todo o Universo que quase nos reduz à insignificância. Haverá vida lá fora? Que pensariam outros seres se nos vissem? Que somos tão inteligentes quanto estúpidos! Passamos a vida a construir e destruir. E em guerras. Que seres estranhos estes! Diriam mesmo.. uns autênticos aliens!!

E no entanto, "...gente é outra alegria diferente das estrelas
Terra, Terra,
por mais distante, o errante navegante, quem jamais te esqueceria?"

mercoledì, novembre 24, 2004

O que é 2046?
Um quarto de hotel? Um número de um comboio? Um livro? Tempo que nada muda? Será possível recuperar memórias perdidas?
É um filme tocante e com uma banda sonora muito bonita. O tempo indefinido, a delícia triste do amor. Uma dor doce. É preciso estar "disponível para amar".

"O amor é uma questão de oportunidade.

De que serve encontrar a pessoa certa, antes ou depois da altura certa?"


início de noite


Vou pela "rua dos bacalhaus" e chego às bonitas iluminações de Natal da Praça do Município. Vou seguindo caminho. Sensação de liberdade e anonimato que me deixa leve e contente. A linda Rua Augusta em tons de azul. O rabo do cavalo de D.José, visto debaixo do arco. Sorrio por qualquer coisa. Ao som da Marginal, sigo a cantar, desligada de pensamentos e com os outros sentidos todos alerta. O cheiro a castanhas assadas. É já noite na cidade.
As saudades que tinha de me passear assim pelas ruas desta linda Lisboa!

fim de tarde


Chego ao Cais do Sodré e deparo-me com um espectáculo de sons e cores!
Um pôr-do-sol à beira-Tejo; a dança impressionante das andorinhas, em bando, formando nuvens negras que se movem a uma velocidade incrível e o enorme chinfrim gerado por estes pássaros que se afirmam e dominam toda a praça. Um momento único!

martedì, novembre 23, 2004


"if you're gonna step
step on in
if you're gonna finish
you got to begin
don't you fear
what you don't know
just let that be
your room to grow"
Navegar é preciso

acompanhado é melhor :) "Keep swimming!"

lunedì, novembre 22, 2004

Metade
"Eu perco o chão, eu não acho as palavras
Eu ando tão triste, eu ando pela sala
Eu perco a hora, eu chego no fim
Eu deixo a porta aberta
Eu não moro mais em mim

Eu perco a chave de casa
Eu perco o freio
Estou em milhares de cacos, eu estou ao meio

Onde será que você está agora?"

domenica, novembre 21, 2004

(dis)appointement

sinto-me a perder oportunidades por questões de "timing"

ser ESTRANHO ser

"Que estranha forma de vida
tem este meu coração:
vive de forma perdida;
Quem lhe daria o condão?
Que estranha forma de vida."
(Amália)


"but I'm a creep, I'm a weirdo.
What the hell am I doing here?
I don't belong here"
(Radiohead)

"De perto ninguém é normal"
(Caetano Veloso)

"'Cause everybody's weird
And they all think they're God
But the biggest one they fear is that precious thing you got"
(dEUS)

"Gordie : Do you think I'm weird?
Chris : Definitely.
Gordie : No man, seriously. Am I weird?
Chris : Yeah, but so what? Everybody's weird."
(STAND BY ME)

giovedì, novembre 18, 2004

O Olhar dos Outros

Comme une image, ou em portugais "Olhem para mim", retrata as dificuldades das relações humanas e a forma como nos vemos aos olhos dos outros, como gostariamos que nos vissem, não vendo por vezes quem realmente nos vê.
"O filme conta a história de um grupo de indivíduos que saberiam muito bem o que fazer se estivessem na pele de outras pessoas mas que não conseguem muito bem encontrar o seu lugar e continuam à procura"

Até ao dia em que o amor "cai" a nossos pés

martedì, novembre 16, 2004

Gargalhada diária

Não perco uma tira deste senhor que é para mim um génio do humor português.
E tem o dom de me tirar do sério em qualquer altura! Beleza!



25 de Abril, sempre!
Reggae
Tentando levantar o astral, refugiei-me nele:

"Oh what a rat race
This is the rat race

When you think its peace and safety
A sudden destruction
Collective security for suretyYeah!
Don't forget your history
Know your destiny
In the abundance of water
The fool is thirsty
Rat race, rat race, rat race
Oh it's a disgrace to see the Human-race in a rat race, rat race"


"I said life must be somewhere to be found, yeah
Instead of a concrete jungle, illusion, confusion
Concreate jungle, yeah
Concrete jungle, you name it, we got it, concrete jungle now
Concrete jungle, what do you got for me now?"

e depois neles:
"Perciò non cerco tensione
non ho più nulla da perdere
ma so che sotto pressione do, il mio meglio e meglio sto
Non cerco un confronto perchè so che non c'è
nessun motivo che mi trattenga ancora qui
freddo che sale fino al cervello"

"A vida é um milagre"

Ontem, fizeram-me recordar esta viagem.. Sem dúvida um dos filmes mais belos e deliciosos que já vi.Triste. Tão belo que dói. Profundamente tocante.Nesta turbulência emocional em que ando, é bom sentir-me VIVA, mesmo que doa.

Porque a vida é mesmo um milagre!

quando o coração tem uma ferida... que vai cicatrizando até um dia em que achamos que fechou.. De repente vem alguém que lhe toca e ela volta a doer.

lunedì, novembre 15, 2004

A vida é feito andar de bicicleta: se parar você cai.
Sem parar, sem parar, se parar você cai!
Demorou, demorou! Pedala aí!
Então não pára o movimento, vai em frente, vai!
Se parar você cai, se cair cê levanta. (GoP)


serenidade

Haverá coisa tão bela como um pássaro a voar?
Haverá encontro tão belo como este entre a serra e o mar?

Hoje apeteceu-me dar um "Guincho" (baixinho... para não afugentar o chilrear dos passarinhos, o sol a aquecer-me a alma, o mar a trazer-me a calma e a serra tão verde a trazer-me a esperança! Como é bom respirar ar novo! Há dias assim.. em que consigo estar em paz)

Vou por caminhos vazios, pelo meio da Natureza.
Que sorte tenho de estar perto de tamanha beleza!

Abalar

O que fazer quando aparece alguém que nos "descobre" e vê como ninguém, que tem tanto amor para dar, que nos oferece lindas palavras que sempre quisemos ouvir mas não conseguimos corresponder?
O que fazer com as memórias e incertezas que julgava passadas e me invadem, me tiram o sono e o apetite, não me deixam concentrar?
Porque não posso retibuir sinto culpa e um "contentamento descontente". Como a vida é injusta. Amamos quem...
Resta-me a tranquilidade de ter sido sincera, mesmo sabendo como a verdade pode magoar.
E resta-me... Vontade de partir. Vontade de partilhar. De receber aquelas palavras. Saudades de amar. Vontade de chorar. Desassossego. Inquietação. Sinto o palpitar do coração a toda a hora.
Abalada, querendo abalar. "vem, a gente abala quando quer, a gente abala se quiser".

Desassossego

No meu coração há uma paz de angústia,
e o meu sossego é feito de resignação.

Sossega, coração! Não desesperes!
Talvez um dia, para além dos dias,
Encontres o que queres porque o queres.
Então, livre de falsas nostalgias,
Atingirás a perfeição de seres.

Mas pobre sonho o que só quer não tê-lo!
Pobre esperença a de existir somente!
Como quem passa a mão pelo cabelo
E em si mesmo se sente diferente,
Como faz mal ao sonho o concebê-lo!

Sossega, coração, contudo! Dorme!
O sossego não quer razão nem causa.
Quer só a noite plácida e enorme,
A grande, universal, solente pausa
Antes que tudo em tudo se transforme.

Fernando Pessoa, 2-8-1933.

"Passagem das horas"

Trago dentro do meu coração,
Como num cofre que se não pode fechar de cheio,
Todos os lugares onde estive,
Todos os portos a que cheguei,
Todas as paisagens que vi através de janelas ou vigias,
Ou de tombadilhos, sonhando,
E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero.

Fernando Pessoa

sabato, novembre 13, 2004

"I live by the ocean
and during the night
i dive into it
down to the bottom
underneath all currents
and drop my anchor
this is where i'm staying
this is my home"
"E porque não minto sou um labirinto"

Human Behaviour

if you ever get close to a human
and human behaviour
be ready to get confused

there's definitely definitely definitely no logic
to human behaviour
but yet so yet so irresistible

and there's no map to human behaviour

they're terribly terribly terribly terribly moody
then all of a sudden turn happy
but, oh, to get involved in the exchange
of human emotions
is ever so ever so satisfying

and there's no map
and a compass wouldn't help at all

(Björk)

venerdì, novembre 12, 2004

Sometimes i dream about reality
Sometimes i feel so down
Sometimes i dream about a wild wild world
Sometimes i feel so lonesome

Hey bobby marley sing something good to me
This world go crazy, it's an emergency

Tonight i dream about fraternity
Tonight i say one day
One day my dreams will be reality
like Bobby said to me

Hey bobby marley sing something good to me
This world go crazy, it's an emergency

Tonight i watch through my window
And I can't see no light
Tonight I watch through my window
And I can't see no right

(Manu Chao)

Quem me dera, ao menos uma vez

Provar que quem tem mais do que precisa ter
Quase sempre se convence que não tem o bastante
E fala demais por não ter nada a dizer
(...)
Quem me dera, ao menos uma vez
Que o mais simples fosse visto como o mais importante
Mas nos deram espelhos
E vimos um mundo doente
(...)
Quem me dera, ao menos uma vez
Acreditar por um instante em tudo que existe
E acreditar que o mundo é perfeito
E que todas as pessoas são felizes
(...)
Tentei chorar e não consegui

(Dois)

Força (Uma Página De História)

(Respiro fundo)
E lembro-me da força
(Guardo dentro do meu corpo)
Espero que ela ouça

Acredita que custou
Mas finalmente passou
No final do dia
Foi só isto que restou

(Respiro fundo)
E lembro-me da força
(Guardo dentro do meu corpo)
Espero que ela ouça


Vai haver um outro alguém
Que me ame e trate bem
Vai haver um outro alguém
Que me ouça também
Vai haver um outro alguém
Que faça valer a pena
Vai haver um outro alguém
Que me cante este poema

(Doninha)
Quem inventou o amor?
Me explica por favor
Quem inventou o amor?
Me explica por favor

Enquanto a vida vai e vem
Você procura achar alguém
Que um dia possa lhe dizer
-Quero ficar só com você

( Mais Do Mesmo )

"Soul Parsifal"

Estive cansado
Meu orgulho me deixou cansado
Meu egoísmo me deixou cansado
Minha vaidade me deixou cansado

Não falo pelos outros
Só falo por mim
Ninguém vai me dizer o que sentir

( Renato Russo / Marisa Monte )

mercoledì, novembre 10, 2004

Danças Ocultas

o som de 4 concertinas, que voltam a "pulsar".
Música para respirar!

Quente e Frio

Foi assim o meu dia.
Pela manhã, o SOL. Era o suficiente. Não precisava de mais nada, senão os raios que me aqueciam corpo e alma enquanto caminhava. Vou ocupada com pensamentos solarengos.. O que seria viver num país onde não há quase sol? Onde não se vê a luz incidir no casario de uma Lisboa? Ou um pôr do sol à beira-mar? Lembro-me do "Sol" de MªJoão, do sol de tantas canções e tantos dias que me trouxeram alegria.
Compro o Blitz, vou no comboio até Lisboa e chego à estação do metro onde passava “The final Countdown” alto e bom som! Roubou-me um largo sorriso!

À tarde, dividida entre uma encantadora leitura ao sol ou a oportunidade de um cinema. Opto pela segunda, enfio-me numa sala gelada e saio desapontada com Wim Wenders (depois de tão boas surpresas) e “A Terra da Abundância”. Histórias de uma América perdida. Um ex-veterano da guerra do Vietnam (uma vez mais!) que vive obececado com os árabes desde o 11 de Setembro e a sobrinha que vem salvá-lo e ao mundo. Um bocado cliché e pouco cativante, apesar de alguns momento bonitos e até comoventes. E não deixa de ser um retrato, talvez mais interessante e pedagógico para os americanos que não têm noção do mundo que os rodeia e do que pensam deles “outside”. Se acreditasse em algum Deus, só me apetecia dizer “God save America!” and the world! Valeu a banda sonora (destaque para Thom Yorke e Leonard Cohen).

Saio, compro umas castanhas e bebo um chá, que me reaquecem. Subo uma das colinas, num fim de tarde cansativo e frio. Volto a aquecer com o amor das lindas crianças que são meus irmãos. Como é bom vê-los crescer.

No regresso a casa, 20 minutos de frio e desespero numa paragem de autocarro. Apanho o comboio e corro para o “Goodbye Lenine!” que já rolava. Revejo passagens de Berlim e relembro a sensação que tive quando vi o filme na 1ª vez. A beleza e dedicação encantadoras de um amor pela mãe, um tempo de luta pelos valores sociais, a delicia de inverter a história como gostariamos que ela tivesse sido e uma linda relação de amor que vai crescendo.
Tive, mais uma vez, saudades de tempos que não vivi.
Mas o nosso tempo é este. E sei que virão mais dias quentes e frio, “è cosi la vita”.

RIR

Porque RIR é a mais curta distância para a cumplicidade. Porque RIR é essencial ao bem-estar e sanidade mental!

Depois do Herman, a referência no humor português é o Gato Fedorento. As suas "miadelas" ficam-me na cabeça, passam a fazer parte do meu mundo, já me fizeram rir à parva. Li uma reportagem sobre eles que veio na Pública deste domingo e deliciei-me. O "estilo gato", como já é classificado, caracteriza-se por frases frases e pequenos diálogos non-sense, sem se referir a personagens e situações concretas, mas que consegue caracterizar o nosso país.
"Ah, e tal, não. Ah, e tal, não"
"Ah, não sei quê. Mas que é isto?"
"Lá em baixo dizem-me não sei o quê, chego cá a cima e afinal parece que não. Em que é que ficamos?"
"Falam, falam, falam, falam, mas não os vejo fazer nada.. Fico chateado, é claro que fico chateado! ah"
Tenho saudades de os ver na tv. Estão prometidos novos episódios para 2005 e está prestes a sair o DVD, que promete!

Ontem

fui apanhada de surpresa pelo rapaz do megafone e decidi partilhar a minha pausa!
Fiquei sem reacção e ainda hoje não sei que gato me mordeu a língua!
Porque tinha tanto a dizer e não sai nada.
Continuo, apesar do tempo passado, a fazer a mesma pergunta: Quem és tu?

martedì, novembre 09, 2004

O Mar

Não é nenhum poema
o que vos vou dizer
Nem sei se vale a pena
Tentar-vos descrever
O Mar, O Mar
E eu fui aqui ficando
só para O poder ver
E fui envelhecendo
sem nunca o perceber
O Mar, O Mar

domenica, novembre 07, 2004

Poesia

Hoje, dia caseiro e emocionalmente exigente. Horas de navegações, palavra puxa palavra... e a descoberta de um escritor/poeta, José Gomes Ferreira. A sua poesia encantou-me e despertou ainda mais a curiosidade para uma prenda prometida!
A pesquisa sobre este senhor levou-me a descobrir outros poemas e acabei mergulhada no Fado. Fica um poema musicado e tantas vezes cantado pela nossa grande diva:

"Não queiras gostar de mim
Sem que eu te peça,
Nem me dês nada que ao fim
Eu não mereça
Vê se me deitas depois
Culpas no rosto
Eu sou sincera
Porque não quero
Dar-te um desgosto
De quem eu gosto
nem às paredes confesso
E nem aposto
Que não gosto de ninguém
Podes rogar
Podes chorar
Podes sorrir também
De quem eu gosto
Nem às paredes confesso.
Quem sabe se te esqueci
Ou se te quero
Quem sabe até se é por ti
que eu tanto espero.
Se gosto ou não afinal
Isso é comigo,
Mesmo que penses
Que me convences
Nada te digo. "

Complicated

Em tempos fui assim, pequenina e traquina.

Uma menina reguila, cheia de energia e alegria. Ingénua e solta.
O que mudou em mim? Penso que ainda preservo algumas destas características, mas perdi um pouco aquela alegria e traquinice, ao mesmo tempo que fui perdendo a ingenuidade. E no entanto sinto-me tão criança ainda e presa à infância feliz. Crescer custa. E dói. Mas é uma dor doce. Que traz coisas boas também. Acho que o pior de tudo é sentir que me tornei numa pessoa complicada, insegura, indecisa. Gostava de voltar a sentir aquela leveza!

"Have you ever wondered why those days exist
When life just seems to be the conspiracy against you
I don't know where the answers lie
But I try not to get hung up on the questions
I burn like a good bonfire
In whatever I do
I burn like a good bonfire
And I know I'll come through
The time is long overdue for us
As cleaving all of our souls
When walking just walk, when sitting just sit, when being just be
Above all don't stray from your chosen path"

sabato, novembre 06, 2004

Hip hop don't stop

Este movimento nasceu em Nova Iorque nos anos 70, entre as comunidades negras e pobres americanas que viviam no bairro Bronx. Nessa época, a disco music começava a tomar conta das rádios americanas e das boates de Manhattan - inacessí­veis aos moradores do Bronx que, em resposta, organizaram festas de rua e em boates locais, começaram a extrair ritmos e melodias de discos e mesclá-las com sua poesia cheia de crí­tica à situação em que viviam. Estavam criados os três elementos que caracterizam o hip-hop: música (rap -Rhythm and Poetry - com os DJs e MCs), artes plásticas (grafittis) e dança (break dance).
Inicialmente associado às periferias das grandes urbes, às classes mais desfavorecidas e excluídas da sociedade, o hip-hop é hoje representado por diversas classes sociais pois é acima de tudo uma forma crítica e construtiva de expressar ideias através da arte de rua como forma protesto, luta e resistência política. Porque não é necessário viver na pele para defender as causas em que se acredita.

O hip hop começou a ser cantado em português no Brasil, no início dos anos 80. A história do rap brasileiro conta já com inúmeros rappers ainda desconhecidos em Portugal, exceptuando o polémico "menino" branco de classe média alta - muito criticado no meio do hip-hop brasileiro, mas que eu tanto adoro!
Por cá, foi há 10 anos que o hip-hop tuga nasceu, pela mão do General D, e tem vindo a crescer a olhos vistos.
E foi assim hoje, no XI Festival, em Oeiras:

Podia ter sido mais cativante mas valeu a iniciativa e a companhia especial.

O hip-hop é uma cultura, um estilo de vida para quem se identifica com esta forma de estar.
Hip-hop é sentimento, é curtir a onda no momento, faz-me companhia no sofrimento.
Porque esta batida que nasceu na street
quando entra em mim goes so deep
that I forget all the shit
and remember just good things to keep

“Keep it real”

Cumé que lhe dás?
"Dou-lhe com a alma!"

venerdì, novembre 05, 2004

I had a dream

that one day i would do this, and i did it today! Fui de casa até Lisboa de bicicleta!
Foi um belo e calmo passeio ao longo da marginal. A sensação de ir deixando caminho para trás é a mesma de andar de comboio, sabendo que mais tarde se regressa ao ponto de partida. E um percurso que tão bem conheço e tantas vezes fiz ganhou uma nova perspectiva. O mar a "entrar" no rio e o ceú reflectido na água numa dissolução visual magnífica.
Fica uma imagem de marca das viagens de trem na companhia da minha mana,

E continuarei a sonhar...

giovedì, novembre 04, 2004

caracol

Há dias em que me sinto como um caracol, enrolada em mim, fechada numa carapaça que não deixa que invadam meu mundo. Custa falar, exprimir-me, partilhar. Penso que perdi capacidades de comunicar verbalmente e que só na escrita consigo dizer tudo o que me vai na alma. Refugio-me na música procurando o conforto e a identificação que não consigo nas pessoas. E aí sou intolerante a críticas porque o coração se abre e fica sensível a qualquer julgamento. É uma entrega total e inexplicável. Estaria disposta a dar-me a quem me compreendesse como as músicas que oiço. Parece absurdo. Mas vejo a música como um espelho da alma. Quando estou triste oiço melodias melancólicas e quando sinto alegria procuro batidas mexidas e dançantes. Talvez por isso não entenda quem só ouve um estilo de música? Será que não se cansa?
Revejo-me na mulher do último filme que vi: “I don’t need someone to feed me but i need someone to love”.
Precisava de um abraço apertado.