giovedì, dicembre 30, 2004

Apesar de estar em espanhol... são os meus desejos para 2005!
Baci e abbracci
Swinging to the music
Swinging to the music

martedì, dicembre 28, 2004

Esperar

Aprendi a saber esperar.
Acredito que esta espera um dia será recompensada e os momentos vão saber bem melhor do que se nos fossem dados na altura em que os desejamos. Espero pelas viagens com que tanto sonho, pela pessoa que vou querer a meu lado, pelo emprego que me realize, pela casa, por muitos momentos... E entre frustações, desilusões, incertezas, inquietações, tristezas... é bom sentir que família e amigos são quem está sempre comigo, "no matter what". E isso é o mais importante! Saber que não estou só.
Eternamente agradecida a tod@s!

domenica, dicembre 26, 2004

More than love, all we need is attention.

sabato, dicembre 25, 2004

"Todos os dias nasce uma pessoa
todos os dias é dia Natal"
(Amélia Muge)

venerdì, dicembre 24, 2004

Pessoas

Gosto de pessoas humildes, simples, com mente aberta à descoberta, curiosas por aprender, divertidas, sensíveis, românticas, generosas, sinceras, que lutam pelo que acreditam, que ouvem e olham os outros, que respeitam a diferença, que se indignam com a injustiça, que procuram um caminho sem “atropelar” o vizinho.
Irritam-me os snobs e arrogantes, quem critica sem conhecer, quem desgosta sem motivo, quem é indiferente, quem é intolerante, quem é hipócrita, quem é egoísta, quem despreza e quem desperdiça.

mercoledì, dicembre 22, 2004

3ª feira, Feira da Ladra

Apanho o 28 na Estrela


vou com mil pensamentos, vendo as ruas passar e querendo abraçar a cidade. Como amo Lisboa! Do coração.
A luz do sol sobre a cidade, tão linda, linda! Chego à Feira da Ladra, perco-me nos postais e cds. Saio cansada e com frio. Vou caminhando por Alfama, descobrindo lojas e vendo a luz ir embora, naquele que foi o dia mais curto do ano.
Estou presa a um preconceito ou a uma ilusão?
"Já não sou quem era (...)
já não fico à espera (...)
perdi as ilusões
conheço as limitações
*
Já não sou quem era
já não fico à espera mais
já não sou quem era
a hora é sincera
e eu sinto que me estou a agitar"
*
(António Variações, por Humanos)

lunedì, dicembre 20, 2004

Estarei apaixonada pelas palavras?

"Foi bonita a festa, pá"


Um concerto bonito, animado, tocante. Com um formato diferente do habitual, contou com as participações muito especiais da Amélia Muge, da galega Uxia e das algarvias Moçoilas. PaRaBéNs a todas estas mulheres e em especial à minha mãezinha, pelo seu aniversário, que também teve na sua festa belas cantorias (revolucionárias e tudo!). É uma alegria presenciar momentos únicos com "cotas" de espírito tão livre!

"momentinhos" passados

Teatro "Bartoon" e conversas pela madrugada.
Campo de Ourique
Festa de Natal dos pequeninos. Meninos a dançar, cantar, representar.
Manos, brincadeiras e sorrisos. Amor e carinho.
Tios e primos, convívio agradável. Memórias e saudades de outros tempos.

sabato, dicembre 18, 2004

Há filmes que parecem esquecidos, mas quando relembrados remexem de novo as sensações que tivemos ao vê-los... Às vezes basta a música...

Foi assim ontem, depois de um concerto muito nice dos Bandex, no Netjazzcafé do Chapitô.
Querer ficar ali, recebendo miminhos...

venerdì, dicembre 17, 2004

"Yesterday
all my troubles seem so far away..."

giovedì, dicembre 16, 2004

"Entre nós e as palavras parte da audição dos poemas (mais do que da leitura). A música, que primeiro navega as palavras, deixa-se finalmente conduzir por elas até se tornar suporte ou jangada." (Manuel Hermínio Monteiro, 1997) * Sentir *

música de:
Maragarida Araújo (viola)
Rodrigo Leão (sintetizadores)
Gabriel Gomes (acordeão)
Francisco Ribeiro (violoncelo e voz)
*
poemas e vozes de:
Al Berto, Mário Cesariny, António Franco,
Herberto Helder, Luiza Neto Jorge

martedì, dicembre 14, 2004

"Há sempre... alternativa!"

lunedì, dicembre 13, 2004

Senti a terra tremer

e fiquei na dúvida se seria só impressão. Mas confirmou-se!
Tive algum medo de possíveis réplicas. O que fazer nestas situações? Sózinha em casa, só pensei nas pessoas. Sem querer fazer cenários, porque estas coisas da Natureza são mesmo assim, fico sempre um pouco apreensiva.
Há que abstrair e continuar a viver! Carpe Diem!

domenica, dicembre 12, 2004

Tentando levantar a moral, vou rindo dos que tão bem caracterizam nosso Estado actual (em que há uma onda de amnésia global e desresponsabilização total!). Na blogosfera (aqui e ali), nos jornais, rádio e tv... Relembro um clip da Contra-Informação e vou cantando o refrão: "Portugal é o país do Alto Astral"! E acrescentaria:

Mas o que é que eu fiz!?
oh, vou-me embora. Mas volto! Que isto aqui de brincar à política é giro!

ai, que bela sesta de 4 mesinhos, pá!
Já não me lembro bem o que sonhei... mas tenho a sensação que foi cá um pesadelo!

Deviam seguir o exemplo aqui da Madeira!
Naquele rectângulo não sabem governar!

Eu bem vos avisei..
Agora vamos sózinhos às eleições e aí se verá a força do PP!

E o que é que eu tenho a ver com tudo isto?
"Tô nem aí , Tô nem aí , pode ficar com seu mundinho
eu não tô nem aí
Tô nem aí, Tô nem aí, não vem falar dos seus problemas
que eu não vou ouvir.. "

Como diria o
outro: Neste país, é Carnaval todos os dias...


Ci sono notti...
che voglio parlare, stare, non ritornare a casa.
Due notti diverse, piene e divertente.
Bairro "Alto Astral"! (A outra face da Lua, Agito, Incógnito, Cantinho do bem-estar, Tochas!).
sorpresa, scoperta, rivelazione, musica, danza, riso, strada, pasta,
conversazione, affetto, amizicia.

Doppo.. giorno. la paura di stare sola, di mi sentire persa.

"Já estou cheio de me sentir vazio
meu corpo é quente e estou sentindo frio
todo o mundo sabe, ninguém quer mais saber
afinal, amar ao próximo é tão demodê" (Legião Urbana)

"Tenho pressa de sair
Quero sentir ao chegar
Vontade de partir
P'ra outro lugar
Vou continuar a procurar
O meu mundo
O meu lugar
Porque até aqui eu só:
Estou bem
aonde não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou"
(António Variações)

giovedì, dicembre 09, 2004

(novas) VARIAÇÕES
"Vou viver
Até quando eu não sei
Que me importa o que serei
Quero é viver
*
Amanhã
Espero sempre um amanhã
E acredito que será
Mais um prazer
*
E a vida
É sempre uma curiosidade
Que me desperta com a idade
Interessa-me o que está pra vir
*
E a vida
Em mim é sempre uma certeza
Que nasce da minha riqueza
Do meu prazer em descobrir
Encontrar, renovar, vou fugir ao repetir"
-------* -------
("Eu quero é viver", António Variações;
versão Humanos, voz de Camané)
Não consigo parar de ouvir!

Encantar crianças

"Escrever para meninos pequenos deve ser parecido com as canções de embalar. Umas coisas que façam sono e os deixem sossegados nas camas deles ou num canto de recreio"
(in "O Soldado Romano", Agustina Bessa Luis)

lunedì, dicembre 06, 2004

Esperanduquê?

Se liga aí, se liga lá, se liga então!
Se legalize nessa comunicação.
Se liga aí, se liga lá, se liga então!
Se legalize a liberdade de expressão!
Se liga aí, se liga lá, se liga então!
Se legalize nessa comunicação.
Se liga aí, se liga lá, se liga então!
Se legalize a opção!

Deixe ele viver em paz.
Cada um sabe o que faz.
Deixa o homem ter marido.
Deixa a mina ter mulher.
Deixa ela viver em pé.
Cada um sabe o que quer
O que é que tem que tem demais cada um ser o que é?
Deixa ele chorar em paz.
Cada um sabe o que fez.
Deixa o tempo dar um tempo.
Cada coisa de uma vez.
Deixa ele sorrir depois.
Deixa ela sorrir também.
O que é que tem que tem demais cada um ser dois ou três?

porque escrevo

Apercebi-me porque escrevo.
Não acredito que se escreva sem achar que se vai ser lido pelo menos uma vez, algum dia... Está presente essa hipótese. Mas podemos importar-nos ou não com isso. E influenciar-nos ou não. Eu escrevo acima de tudo para mim, porque me sinto só, porque sinto necessidade de desabafar, de prolongar momentos, de me exprimir. Faço-o desde pequenina. Quando tinha os meus diários e os trancava com a chavinha. Porque eram coisas minhas, segredos. Mais tarde passei para os caderninhos de bolso, onde anotava frases, citações, pensamentos... Ainda hoje o faço. Depois veio a blogomania. Cheguei a criar blogs conjuntos, mas nunca vingaram. Sentia vontade de ter um meu, que veio nesta altura. Nestes últimos tempos tem sido a minha companhia e quase ocupação diária. Penso todos os dias o que hei-de postar, uma imagem, uma frase, uma canção.. Passo horas a navegar na internet. Descubro imensos outros sites e blogs. Perco-me nas escritas de outr@s. Busco identificação, companhia, descoberta. Crio ilusões.
Mas mantenho sempre a esperança de um dia... Penso se ess@s outr@s se sentem sós também e o que @s leva a escrever.
Tenho vontade de partir. Tenho saudades de viajar.
Sinto-me imensas vezes perdida, sem saber estar, sem saber o que quero, com quem, onde. E refugio-me na escrita. Guardo para mim. Mas a partir do momento em que comecei a partilhar parece que mudei. Que perdi alguma coisa.. que me passei a conter. E então decidi retomar. Ser eu. Ser sincera comigo. Sem me importar com o que pensam. “Só vou gostar de quem gosta de mim”. Pode parecer arrogância, mas é só defesa. Cansei de sofrer. Talvez esteja a perder, ao não correr atrás do que quero, mas não consigo imaginar, ou tenho medo...
Tenho noção das minhas limitações e por vezes desejava conseguir mais. Admiro quem tão bem escreve. Mas por enquanto, escrevo porque é essa a minha vontade.
“E porque não minto sou um labirinto”!

viagens

"Mande notícias do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço, Venha me apertar
Tô chegando
Coisa que gosto é poder partir sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar quando quero
Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar

E assim, chegar e partir
São só dois lados da mesma viagem
O trem que chega é o mesmo trem da partida
A hora do encontro é também despedida
A plataforma dessa estação é a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida"

Encontros e Despedidas
(Composição: M. Nascimento E F. Brant; na voz de Maria Rita)
"With your feet on the air and your head on the ground,
Try this trick and spin it, (yeah) yeah,
Your head will collapse but there’s nothing in it,
And you’ll ask yourself:
“Where is my mind?”
(Pixies)

sabato, dicembre 04, 2004

Dezembro

Porque é este o mês mais inquietante do ano? Sentimentos à flor da pele. Agitação interior. E exterior. Pessoas a mais nas ruas, em todo o lado. Consumismo. Stress e irritação por ceder à multidão. Tentamos mostrar como gostamos uns dos outros, mas lembramos também aqueles que já não estão...
Neste mês faço sempre um balanço do ano, da vida. Parece sempre que quero que alguma coisa mude, sem saber bem o quê nem porquê. Mas é sempre a mesma sensação, de dar de nós, dar nós, criar e manter laços.
"O Natal é quando um homem quiser" e podia ser em qualquer um dos 12 meses. O problema é que calha sempre em Dezembro!
António Rodrigues Ribeiro faria hoje 60 anos. Apesar da curtíssima carreira musical, ele deixou para sempre uma marca na cultura portuguesa. E no meu coração.

"Variações é uma palavra que sugere elasticidade, liberdade. E é exactamente isso que eu sou e que faço no campo da música. Aquilo que canto é heterogéneo. Não quero enveredar por um estilo. Não sou limitado. Tenho a preocupação de fazer coisas de vários estilos".

(António Variações a "O País" - 14.04.84)

venerdì, dicembre 03, 2004

foi, esta noite, ao Coliseu. Um show homenagem a Ildo Lobo e em solidariedade com Cabo Verde e S.Tomé e Princípe. Apesar de a ter visto lá do alto, pequenininha, deu o ar da sua graça, animou toda a sala com suas mornas&coladeras e nos deixou com sodade, levantando todos das cadeiras.

Ser criança

Porque hoje estive com meus maninhos e adoro ser criança nesses momentinhos :)
Porque "Todo adulto tem o direito de ser criança..."
Porque me dá calor e alegria, esperança e nostalgia.

"Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças".
(Fernando Pessoa, Obra Poética 189)

mercoledì, dicembre 01, 2004

A noite passada

fui divagando nas ruas
chuvia ao de leve, estavam quase nuas
chego "devagar" ao canto escondidinho
depois "agito" ao som do Godinho
um brinde alegre à dissolução
conversa calma no meio da agitação
Até que chegou a hora de eu sair
e então tu olhaste
depois sorriste
fui caminhando e tu ali ficaste

A noite passada era dia de festa
cheguei animada, acabei indigesta
tantas conversas, riso e brincadeira
muita amizade, alguma bebedeira
fomos cantando até o bar fechar
despedidas de quem não quer deixar
Chego a casa, cansada mas feliz
e então adormeço
acordo, não esqueço
senti surgir um recomeço

A noite passada mudou algo em mim
nova esperança, perspectivas sem fim
sorrio ao acordar, olha o que tocava
era só para ti que
ela cantava
tento recordar tudo o que se dissera
fico ali a pensar, entre o sonho e a quimera
Um novo dia está a começar
e então levanto
respiro com encanto
e digo p'ra mim: "hoje soube-me a tanto"

lunedì, novembre 29, 2004

Aos meus amigos

"É tão bom uma amizade assim
ai, faz tão bem saber com quem contar
eu quero ir ver quem me quer assim
é bom p'ra mim, é bom p'ra quem tão bem me quer"

domenica, novembre 28, 2004

Voluntariado


Ontem fui a um Encontro sobre Voluntariado, em Cascais. Houve intervenções muito interessantes. Comovi-me imenso com um documentário, ao som de "What a wonderful world", sobre a montagem e inauguração de um parque infantil num bairro social, ao ver a alegria das crianças quando terminou a espera e puderam finalmente brincar. Comovi-me com as pessoas que se dão de forma tão simples. E ver como é fácil alegrar outros fazendo pequenos gestos. Tive vontade de voltar a estar ligada a uma actividade de voluntariado. Questões que sempre me fazem pensar: O que é ser voluntário? Quando se deve fazer? Haverá altruismo puro?
Eu penso que há alturas para tudo e temos de estar bem connosco para conseguir dar algo aos outros. Porque o voluntariado é um compromisso. Penso que a pausa que fiz fez sentido, dada a minha instabilidade emocional. E penso que ser altruista tem sempre algum egoísmo associado. Mas é um egoismo bom, porque ambos os lados recebem.

Um dia vi numa revista palavras, que transcrevi para um pequeno papelinho que desde então trago sempre na carteira, que me tocaram pela verdade e humildade da pessoa que as disse:

"Nestas coisas de solidariedade às vezes é fácil esquecermo-nos do essencial - o outro, a melhoria das suas condições de vida - e ficamos a olhar para o nosso umbigo, a pensar que somos muito bonzinhos. Este é o pior erro que se pode cometer”

“Para ajudar precisamos, antes de mais, de ser humildes, ao ponto de percebermos que aquilo que possamos fazer é sempre uma gota de água no oceano enorme de carências que existem no mundo (...) Não se trata de desvalorizar o que fazemos, mas antes ter uma noção clara do nosso lugar e das nossas limitações. Só assim se pode intervir com qualidade”

“não dando o peixe mas ensinando a pescar”

Eeeeeeeena páaaaaaaaaa

'Tá tudo cheio de lama!

Cuidado, olha as "ortigas"! :P

Está a começar a chover e a ficar de noite!!!

Não esquenta não e abana esse bundão!

sabato, novembre 27, 2004

"não esperes que aconteça, nem desejes que aconteça ...
simplesmente observa o que acontece!"
mesmo sem saberes, Grazie ;)
Bicicletada II
com direito a filmagens para um documentário de um american!!! 7 bikers dizendo palavras de ordem, quase de improviso. A mim saiu-me:
"I want a better city with less polution"
Já sem "representar", houve distribuição de flayers e flores aos automobilistas, uma reunião na relva da praça do Areeiro e a tal sensação...
Ai, quem me dera pedalar p'ra todo o lado!

venerdì, novembre 26, 2004

Futuro

Isto aqui de andar a procurar caminhos tem tanto de entusiasmo quanto de perturbação!
"caramba! Está-se para aqui a dançar na corda-bamba, caramba!

Sem saber para que lado é que se cai, ou com que pé é que se samba!"

giovedì, novembre 25, 2004

Leituras

Haverá melhor viagem que um livro?

Tinha começado à tarde, na rádio, com Rui Zink e o trocadilho "Volta ao dia em 80 mundos" (em que "cada livro é um mundo") e a existência da "telepatia" (duas ou mais pessoas a ler o mesmo livro em diferentes pontos do globo!). Porque passo o tempo a citar, porque ajuda a ver as palavras que não consigo dizer, os pensamentos que tenho e não consigo expressar, porque me levou a viajar horas no "Citador", onde vou descobrindo alguns autores que sempre quis conhecer, mergulho nas suas escritas e termino vencida pelo cansaço.

"Uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de.
Apesar de, se deve comer.
Apesar de, se deve amar.
Apesar de, se deve morrer.
Inlcusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente.
Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita foi a criadora da minha própria vida."

Clarice Lispector, in 'Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres'

Universo

Hoje recebi por mail a possibilidade de imaginar o que será viajar pelo espaço.
Um espectáculo impressionante e esmagador! Penso como seria ver a Terra fora dela e sinto que somos mesmo pequeninos, uma partícula infima em todo o Universo que quase nos reduz à insignificância. Haverá vida lá fora? Que pensariam outros seres se nos vissem? Que somos tão inteligentes quanto estúpidos! Passamos a vida a construir e destruir. E em guerras. Que seres estranhos estes! Diriam mesmo.. uns autênticos aliens!!

E no entanto, "...gente é outra alegria diferente das estrelas
Terra, Terra,
por mais distante, o errante navegante, quem jamais te esqueceria?"

mercoledì, novembre 24, 2004

O que é 2046?
Um quarto de hotel? Um número de um comboio? Um livro? Tempo que nada muda? Será possível recuperar memórias perdidas?
É um filme tocante e com uma banda sonora muito bonita. O tempo indefinido, a delícia triste do amor. Uma dor doce. É preciso estar "disponível para amar".

"O amor é uma questão de oportunidade.

De que serve encontrar a pessoa certa, antes ou depois da altura certa?"


início de noite


Vou pela "rua dos bacalhaus" e chego às bonitas iluminações de Natal da Praça do Município. Vou seguindo caminho. Sensação de liberdade e anonimato que me deixa leve e contente. A linda Rua Augusta em tons de azul. O rabo do cavalo de D.José, visto debaixo do arco. Sorrio por qualquer coisa. Ao som da Marginal, sigo a cantar, desligada de pensamentos e com os outros sentidos todos alerta. O cheiro a castanhas assadas. É já noite na cidade.
As saudades que tinha de me passear assim pelas ruas desta linda Lisboa!

fim de tarde


Chego ao Cais do Sodré e deparo-me com um espectáculo de sons e cores!
Um pôr-do-sol à beira-Tejo; a dança impressionante das andorinhas, em bando, formando nuvens negras que se movem a uma velocidade incrível e o enorme chinfrim gerado por estes pássaros que se afirmam e dominam toda a praça. Um momento único!

martedì, novembre 23, 2004


"if you're gonna step
step on in
if you're gonna finish
you got to begin
don't you fear
what you don't know
just let that be
your room to grow"
Navegar é preciso

acompanhado é melhor :) "Keep swimming!"

lunedì, novembre 22, 2004

Metade
"Eu perco o chão, eu não acho as palavras
Eu ando tão triste, eu ando pela sala
Eu perco a hora, eu chego no fim
Eu deixo a porta aberta
Eu não moro mais em mim

Eu perco a chave de casa
Eu perco o freio
Estou em milhares de cacos, eu estou ao meio

Onde será que você está agora?"

domenica, novembre 21, 2004

(dis)appointement

sinto-me a perder oportunidades por questões de "timing"

ser ESTRANHO ser

"Que estranha forma de vida
tem este meu coração:
vive de forma perdida;
Quem lhe daria o condão?
Que estranha forma de vida."
(Amália)


"but I'm a creep, I'm a weirdo.
What the hell am I doing here?
I don't belong here"
(Radiohead)

"De perto ninguém é normal"
(Caetano Veloso)

"'Cause everybody's weird
And they all think they're God
But the biggest one they fear is that precious thing you got"
(dEUS)

"Gordie : Do you think I'm weird?
Chris : Definitely.
Gordie : No man, seriously. Am I weird?
Chris : Yeah, but so what? Everybody's weird."
(STAND BY ME)

giovedì, novembre 18, 2004

O Olhar dos Outros

Comme une image, ou em portugais "Olhem para mim", retrata as dificuldades das relações humanas e a forma como nos vemos aos olhos dos outros, como gostariamos que nos vissem, não vendo por vezes quem realmente nos vê.
"O filme conta a história de um grupo de indivíduos que saberiam muito bem o que fazer se estivessem na pele de outras pessoas mas que não conseguem muito bem encontrar o seu lugar e continuam à procura"

Até ao dia em que o amor "cai" a nossos pés

martedì, novembre 16, 2004

Gargalhada diária

Não perco uma tira deste senhor que é para mim um génio do humor português.
E tem o dom de me tirar do sério em qualquer altura! Beleza!



25 de Abril, sempre!
Reggae
Tentando levantar o astral, refugiei-me nele:

"Oh what a rat race
This is the rat race

When you think its peace and safety
A sudden destruction
Collective security for suretyYeah!
Don't forget your history
Know your destiny
In the abundance of water
The fool is thirsty
Rat race, rat race, rat race
Oh it's a disgrace to see the Human-race in a rat race, rat race"


"I said life must be somewhere to be found, yeah
Instead of a concrete jungle, illusion, confusion
Concreate jungle, yeah
Concrete jungle, you name it, we got it, concrete jungle now
Concrete jungle, what do you got for me now?"

e depois neles:
"Perciò non cerco tensione
non ho più nulla da perdere
ma so che sotto pressione do, il mio meglio e meglio sto
Non cerco un confronto perchè so che non c'è
nessun motivo che mi trattenga ancora qui
freddo che sale fino al cervello"

"A vida é um milagre"

Ontem, fizeram-me recordar esta viagem.. Sem dúvida um dos filmes mais belos e deliciosos que já vi.Triste. Tão belo que dói. Profundamente tocante.Nesta turbulência emocional em que ando, é bom sentir-me VIVA, mesmo que doa.

Porque a vida é mesmo um milagre!

quando o coração tem uma ferida... que vai cicatrizando até um dia em que achamos que fechou.. De repente vem alguém que lhe toca e ela volta a doer.

lunedì, novembre 15, 2004

A vida é feito andar de bicicleta: se parar você cai.
Sem parar, sem parar, se parar você cai!
Demorou, demorou! Pedala aí!
Então não pára o movimento, vai em frente, vai!
Se parar você cai, se cair cê levanta. (GoP)


serenidade

Haverá coisa tão bela como um pássaro a voar?
Haverá encontro tão belo como este entre a serra e o mar?

Hoje apeteceu-me dar um "Guincho" (baixinho... para não afugentar o chilrear dos passarinhos, o sol a aquecer-me a alma, o mar a trazer-me a calma e a serra tão verde a trazer-me a esperança! Como é bom respirar ar novo! Há dias assim.. em que consigo estar em paz)

Vou por caminhos vazios, pelo meio da Natureza.
Que sorte tenho de estar perto de tamanha beleza!

Abalar

O que fazer quando aparece alguém que nos "descobre" e vê como ninguém, que tem tanto amor para dar, que nos oferece lindas palavras que sempre quisemos ouvir mas não conseguimos corresponder?
O que fazer com as memórias e incertezas que julgava passadas e me invadem, me tiram o sono e o apetite, não me deixam concentrar?
Porque não posso retibuir sinto culpa e um "contentamento descontente". Como a vida é injusta. Amamos quem...
Resta-me a tranquilidade de ter sido sincera, mesmo sabendo como a verdade pode magoar.
E resta-me... Vontade de partir. Vontade de partilhar. De receber aquelas palavras. Saudades de amar. Vontade de chorar. Desassossego. Inquietação. Sinto o palpitar do coração a toda a hora.
Abalada, querendo abalar. "vem, a gente abala quando quer, a gente abala se quiser".

Desassossego

No meu coração há uma paz de angústia,
e o meu sossego é feito de resignação.

Sossega, coração! Não desesperes!
Talvez um dia, para além dos dias,
Encontres o que queres porque o queres.
Então, livre de falsas nostalgias,
Atingirás a perfeição de seres.

Mas pobre sonho o que só quer não tê-lo!
Pobre esperença a de existir somente!
Como quem passa a mão pelo cabelo
E em si mesmo se sente diferente,
Como faz mal ao sonho o concebê-lo!

Sossega, coração, contudo! Dorme!
O sossego não quer razão nem causa.
Quer só a noite plácida e enorme,
A grande, universal, solente pausa
Antes que tudo em tudo se transforme.

Fernando Pessoa, 2-8-1933.

"Passagem das horas"

Trago dentro do meu coração,
Como num cofre que se não pode fechar de cheio,
Todos os lugares onde estive,
Todos os portos a que cheguei,
Todas as paisagens que vi através de janelas ou vigias,
Ou de tombadilhos, sonhando,
E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero.

Fernando Pessoa

sabato, novembre 13, 2004

"I live by the ocean
and during the night
i dive into it
down to the bottom
underneath all currents
and drop my anchor
this is where i'm staying
this is my home"
"E porque não minto sou um labirinto"

Human Behaviour

if you ever get close to a human
and human behaviour
be ready to get confused

there's definitely definitely definitely no logic
to human behaviour
but yet so yet so irresistible

and there's no map to human behaviour

they're terribly terribly terribly terribly moody
then all of a sudden turn happy
but, oh, to get involved in the exchange
of human emotions
is ever so ever so satisfying

and there's no map
and a compass wouldn't help at all

(Björk)

venerdì, novembre 12, 2004

Sometimes i dream about reality
Sometimes i feel so down
Sometimes i dream about a wild wild world
Sometimes i feel so lonesome

Hey bobby marley sing something good to me
This world go crazy, it's an emergency

Tonight i dream about fraternity
Tonight i say one day
One day my dreams will be reality
like Bobby said to me

Hey bobby marley sing something good to me
This world go crazy, it's an emergency

Tonight i watch through my window
And I can't see no light
Tonight I watch through my window
And I can't see no right

(Manu Chao)

Quem me dera, ao menos uma vez

Provar que quem tem mais do que precisa ter
Quase sempre se convence que não tem o bastante
E fala demais por não ter nada a dizer
(...)
Quem me dera, ao menos uma vez
Que o mais simples fosse visto como o mais importante
Mas nos deram espelhos
E vimos um mundo doente
(...)
Quem me dera, ao menos uma vez
Acreditar por um instante em tudo que existe
E acreditar que o mundo é perfeito
E que todas as pessoas são felizes
(...)
Tentei chorar e não consegui

(Dois)

Força (Uma Página De História)

(Respiro fundo)
E lembro-me da força
(Guardo dentro do meu corpo)
Espero que ela ouça

Acredita que custou
Mas finalmente passou
No final do dia
Foi só isto que restou

(Respiro fundo)
E lembro-me da força
(Guardo dentro do meu corpo)
Espero que ela ouça


Vai haver um outro alguém
Que me ame e trate bem
Vai haver um outro alguém
Que me ouça também
Vai haver um outro alguém
Que faça valer a pena
Vai haver um outro alguém
Que me cante este poema

(Doninha)
Quem inventou o amor?
Me explica por favor
Quem inventou o amor?
Me explica por favor

Enquanto a vida vai e vem
Você procura achar alguém
Que um dia possa lhe dizer
-Quero ficar só com você

( Mais Do Mesmo )

"Soul Parsifal"

Estive cansado
Meu orgulho me deixou cansado
Meu egoísmo me deixou cansado
Minha vaidade me deixou cansado

Não falo pelos outros
Só falo por mim
Ninguém vai me dizer o que sentir

( Renato Russo / Marisa Monte )

mercoledì, novembre 10, 2004

Danças Ocultas

o som de 4 concertinas, que voltam a "pulsar".
Música para respirar!

Quente e Frio

Foi assim o meu dia.
Pela manhã, o SOL. Era o suficiente. Não precisava de mais nada, senão os raios que me aqueciam corpo e alma enquanto caminhava. Vou ocupada com pensamentos solarengos.. O que seria viver num país onde não há quase sol? Onde não se vê a luz incidir no casario de uma Lisboa? Ou um pôr do sol à beira-mar? Lembro-me do "Sol" de MªJoão, do sol de tantas canções e tantos dias que me trouxeram alegria.
Compro o Blitz, vou no comboio até Lisboa e chego à estação do metro onde passava “The final Countdown” alto e bom som! Roubou-me um largo sorriso!

À tarde, dividida entre uma encantadora leitura ao sol ou a oportunidade de um cinema. Opto pela segunda, enfio-me numa sala gelada e saio desapontada com Wim Wenders (depois de tão boas surpresas) e “A Terra da Abundância”. Histórias de uma América perdida. Um ex-veterano da guerra do Vietnam (uma vez mais!) que vive obececado com os árabes desde o 11 de Setembro e a sobrinha que vem salvá-lo e ao mundo. Um bocado cliché e pouco cativante, apesar de alguns momento bonitos e até comoventes. E não deixa de ser um retrato, talvez mais interessante e pedagógico para os americanos que não têm noção do mundo que os rodeia e do que pensam deles “outside”. Se acreditasse em algum Deus, só me apetecia dizer “God save America!” and the world! Valeu a banda sonora (destaque para Thom Yorke e Leonard Cohen).

Saio, compro umas castanhas e bebo um chá, que me reaquecem. Subo uma das colinas, num fim de tarde cansativo e frio. Volto a aquecer com o amor das lindas crianças que são meus irmãos. Como é bom vê-los crescer.

No regresso a casa, 20 minutos de frio e desespero numa paragem de autocarro. Apanho o comboio e corro para o “Goodbye Lenine!” que já rolava. Revejo passagens de Berlim e relembro a sensação que tive quando vi o filme na 1ª vez. A beleza e dedicação encantadoras de um amor pela mãe, um tempo de luta pelos valores sociais, a delicia de inverter a história como gostariamos que ela tivesse sido e uma linda relação de amor que vai crescendo.
Tive, mais uma vez, saudades de tempos que não vivi.
Mas o nosso tempo é este. E sei que virão mais dias quentes e frio, “è cosi la vita”.

RIR

Porque RIR é a mais curta distância para a cumplicidade. Porque RIR é essencial ao bem-estar e sanidade mental!

Depois do Herman, a referência no humor português é o Gato Fedorento. As suas "miadelas" ficam-me na cabeça, passam a fazer parte do meu mundo, já me fizeram rir à parva. Li uma reportagem sobre eles que veio na Pública deste domingo e deliciei-me. O "estilo gato", como já é classificado, caracteriza-se por frases frases e pequenos diálogos non-sense, sem se referir a personagens e situações concretas, mas que consegue caracterizar o nosso país.
"Ah, e tal, não. Ah, e tal, não"
"Ah, não sei quê. Mas que é isto?"
"Lá em baixo dizem-me não sei o quê, chego cá a cima e afinal parece que não. Em que é que ficamos?"
"Falam, falam, falam, falam, mas não os vejo fazer nada.. Fico chateado, é claro que fico chateado! ah"
Tenho saudades de os ver na tv. Estão prometidos novos episódios para 2005 e está prestes a sair o DVD, que promete!

Ontem

fui apanhada de surpresa pelo rapaz do megafone e decidi partilhar a minha pausa!
Fiquei sem reacção e ainda hoje não sei que gato me mordeu a língua!
Porque tinha tanto a dizer e não sai nada.
Continuo, apesar do tempo passado, a fazer a mesma pergunta: Quem és tu?

martedì, novembre 09, 2004

O Mar

Não é nenhum poema
o que vos vou dizer
Nem sei se vale a pena
Tentar-vos descrever
O Mar, O Mar
E eu fui aqui ficando
só para O poder ver
E fui envelhecendo
sem nunca o perceber
O Mar, O Mar

domenica, novembre 07, 2004

Poesia

Hoje, dia caseiro e emocionalmente exigente. Horas de navegações, palavra puxa palavra... e a descoberta de um escritor/poeta, José Gomes Ferreira. A sua poesia encantou-me e despertou ainda mais a curiosidade para uma prenda prometida!
A pesquisa sobre este senhor levou-me a descobrir outros poemas e acabei mergulhada no Fado. Fica um poema musicado e tantas vezes cantado pela nossa grande diva:

"Não queiras gostar de mim
Sem que eu te peça,
Nem me dês nada que ao fim
Eu não mereça
Vê se me deitas depois
Culpas no rosto
Eu sou sincera
Porque não quero
Dar-te um desgosto
De quem eu gosto
nem às paredes confesso
E nem aposto
Que não gosto de ninguém
Podes rogar
Podes chorar
Podes sorrir também
De quem eu gosto
Nem às paredes confesso.
Quem sabe se te esqueci
Ou se te quero
Quem sabe até se é por ti
que eu tanto espero.
Se gosto ou não afinal
Isso é comigo,
Mesmo que penses
Que me convences
Nada te digo. "

Complicated

Em tempos fui assim, pequenina e traquina.

Uma menina reguila, cheia de energia e alegria. Ingénua e solta.
O que mudou em mim? Penso que ainda preservo algumas destas características, mas perdi um pouco aquela alegria e traquinice, ao mesmo tempo que fui perdendo a ingenuidade. E no entanto sinto-me tão criança ainda e presa à infância feliz. Crescer custa. E dói. Mas é uma dor doce. Que traz coisas boas também. Acho que o pior de tudo é sentir que me tornei numa pessoa complicada, insegura, indecisa. Gostava de voltar a sentir aquela leveza!

"Have you ever wondered why those days exist
When life just seems to be the conspiracy against you
I don't know where the answers lie
But I try not to get hung up on the questions
I burn like a good bonfire
In whatever I do
I burn like a good bonfire
And I know I'll come through
The time is long overdue for us
As cleaving all of our souls
When walking just walk, when sitting just sit, when being just be
Above all don't stray from your chosen path"

sabato, novembre 06, 2004

Hip hop don't stop

Este movimento nasceu em Nova Iorque nos anos 70, entre as comunidades negras e pobres americanas que viviam no bairro Bronx. Nessa época, a disco music começava a tomar conta das rádios americanas e das boates de Manhattan - inacessí­veis aos moradores do Bronx que, em resposta, organizaram festas de rua e em boates locais, começaram a extrair ritmos e melodias de discos e mesclá-las com sua poesia cheia de crí­tica à situação em que viviam. Estavam criados os três elementos que caracterizam o hip-hop: música (rap -Rhythm and Poetry - com os DJs e MCs), artes plásticas (grafittis) e dança (break dance).
Inicialmente associado às periferias das grandes urbes, às classes mais desfavorecidas e excluídas da sociedade, o hip-hop é hoje representado por diversas classes sociais pois é acima de tudo uma forma crítica e construtiva de expressar ideias através da arte de rua como forma protesto, luta e resistência política. Porque não é necessário viver na pele para defender as causas em que se acredita.

O hip hop começou a ser cantado em português no Brasil, no início dos anos 80. A história do rap brasileiro conta já com inúmeros rappers ainda desconhecidos em Portugal, exceptuando o polémico "menino" branco de classe média alta - muito criticado no meio do hip-hop brasileiro, mas que eu tanto adoro!
Por cá, foi há 10 anos que o hip-hop tuga nasceu, pela mão do General D, e tem vindo a crescer a olhos vistos.
E foi assim hoje, no XI Festival, em Oeiras:

Podia ter sido mais cativante mas valeu a iniciativa e a companhia especial.

O hip-hop é uma cultura, um estilo de vida para quem se identifica com esta forma de estar.
Hip-hop é sentimento, é curtir a onda no momento, faz-me companhia no sofrimento.
Porque esta batida que nasceu na street
quando entra em mim goes so deep
that I forget all the shit
and remember just good things to keep

“Keep it real”

Cumé que lhe dás?
"Dou-lhe com a alma!"

venerdì, novembre 05, 2004

I had a dream

that one day i would do this, and i did it today! Fui de casa até Lisboa de bicicleta!
Foi um belo e calmo passeio ao longo da marginal. A sensação de ir deixando caminho para trás é a mesma de andar de comboio, sabendo que mais tarde se regressa ao ponto de partida. E um percurso que tão bem conheço e tantas vezes fiz ganhou uma nova perspectiva. O mar a "entrar" no rio e o ceú reflectido na água numa dissolução visual magnífica.
Fica uma imagem de marca das viagens de trem na companhia da minha mana,

E continuarei a sonhar...

giovedì, novembre 04, 2004

caracol

Há dias em que me sinto como um caracol, enrolada em mim, fechada numa carapaça que não deixa que invadam meu mundo. Custa falar, exprimir-me, partilhar. Penso que perdi capacidades de comunicar verbalmente e que só na escrita consigo dizer tudo o que me vai na alma. Refugio-me na música procurando o conforto e a identificação que não consigo nas pessoas. E aí sou intolerante a críticas porque o coração se abre e fica sensível a qualquer julgamento. É uma entrega total e inexplicável. Estaria disposta a dar-me a quem me compreendesse como as músicas que oiço. Parece absurdo. Mas vejo a música como um espelho da alma. Quando estou triste oiço melodias melancólicas e quando sinto alegria procuro batidas mexidas e dançantes. Talvez por isso não entenda quem só ouve um estilo de música? Será que não se cansa?
Revejo-me na mulher do último filme que vi: “I don’t need someone to feed me but i need someone to love”.
Precisava de um abraço apertado.

sabato, ottobre 30, 2004

Bicicletada

Ontem fui à minha 1ª Bicicletada em Lisboa!
Não se compara à (verdadeira) "massa crítica" que conheci em Milano, mas teve graça. Eramos poucos (5 ou 6!) e chovia, mas a sensação de participar numa experiência assim fez-me reviver a sensação de contribuir e defender activamente uma causa: um mundo melhor é possível! :)
Gostava de ver crescer este movimento!

mercoledì, ottobre 27, 2004

Horas antes

no meu quarto, em guitarradas e cantorias

"Tempo perdido"
(Renato Russo, o grande poeta dos Legião Urbana)

Todos os dias quando acordo
Não tenho mais o tempo que passou
Mas tenho muito tempo
Temos todo o tempo do mundo

Todos os dias antes de dormir
Lembro e esqueço como foi o dia
"Sempre em frente, não temos tempo a perder"
Nosso suor sagrado
É bem mais belo que esse sangue amargo
E tão sério, e salva... gem

Veja o sol dessa manhã tão cinza
A tempestade que chega é da cor dos teus olhos casta...nhos
Então me abraça forte e me diz mais uma vez
Que já estamos distantes de tudo
Temos nosso próprio tempo

Não tenho medo do escuro
Mas deixe as luzes acesas ago...ra

O que foi escondido é o que se escondeu
E o que foi prometido, ninguém prometeu
Nem foi tempo perdido, somos tão jo...vens

E o ceú estava lindo!
Após muitos meses de ausência e saudade... hoje voltei a andar de bici!!
Un bello giro a Cascais, à beira-mar, ascoltando la radio!!
What a feeling!

Partilhar

Hoje "partilhei" o blog pela primeira vez. Sinto-me um livro aberto. E não me custou. Dar e Receber. É tão bonito!
Há dias em que tudo parece mais fácil e sinto uma enorme vontade de abraçar e dizer a todos os que gosto quão importantes são para mim.
Hoje foi um dia mais activo, talvez por isso tenha aumentado a boa disposição :)
Nesta troca, vejo fotos de outras infâncias que me reportam no tempo. É bom sentir que tive uma infância feliz. Acho que foram mesmo os melhores tempos da minha vida.
"como é que de repente ficou tudo tão complicado?" A vida é assim, amiga. Talvez só sofrendo é que damos o devido valor. Se tudo fosse fácil não teria metade da graça! E tudo se torna simples quando damos valor às pequenas coisas.


martedì, ottobre 26, 2004

Marisa Monte

"Silêncio por favor
enquanto esqueço um pouco a dor no peito
não diga nada sobre meus defeitos
e não me lembro mais quem me deixou assim

hoje eu quero apenas
uma pausa de mil compassos (...)"

"Como nossos pais"

Não quero lhe falar, meu grande amor, das coisas que aprendi nos discos
Quero lhe contar como eu vivi e tudo o que aconteceu comigo.

Viver é melhor que sonhar
Eu sei que o amor é uma coisa boa,
mas também sei que qualquer canto é menor que a vida de qualquer pessoa
Por isso cuidado meu bem, há perigo na esquina
Eles venceram e o sinal está fechado pra nós, que somos jovens
Para abraçar seu irmão e beijar sua menina, na rua
É que se fez o seu braço, o seu lábio e a sua voz

Você me pergunta pela minha paixão
Digo que estou encantada com uma nova invenção
Eu vou ficar nesta cidade, não vou voltar pro sertão
Pois vejo vir vindo no vento, o cheiro da nova estação
Eu sei de tudo na ferida viva do meu coração

Já faz tempo eu vi você na rua,
cabelo ao vento, gente jovem reunida
Na parede da memória essa lembrança é o quadro que dói mais

Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo que fizemos
ainda somos os mesmos e vivemos,
ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais

Nossos ídolos ainda são os mesmos e as aparências não enganam não.
Você diz que depois deles não apareceu mais ninguém.
Você pode até dizer que eu estou por fora ou então que eu estou inventando
Mas é você que ama o passado e que não vê
É você que é ama o passado e que não vê que o novo sempre vem

Hoje eu sei que quem me deu a idéia de uma nova consciência e juventude,
'tá em casa, guardada por Deus, contado os seus metais

Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo, tudo, tudo o que fizemos
nós ainda somos os mesmos e vivemos,
ainda somos os mesmos e vivemos
ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais

(António Carlos Belchior) - na voz de Elis Regina

lunedì, ottobre 25, 2004

diferentemente de Osama e Condoleezza
eu não acredito em Deus

Caetano Veloso

"Feelings"

(Music & Lyrics : Morris Albert)

Feelings,
nothing more than feelings,
trying to forget my feelings of love.
Teardrops rolling down on my face,
trying to forget my feelings of love.

Na onda de postar canções... Porque me dizem algo e esta em especial porque
a única coisa que não podemos controlar: sentimentos!

"Summertime"

(Gershwin and Heyward)

Summertime and the livin's easy,
Fish are jumpin', and the cotton is high.
Oh yo' daddy's rich and yo' ma is good lookin',
So hush, little baby, don' yo' cry.

One of these mornin's you goin' to rise un singin',
Then you'll spread yo' wings an' you'll take the sky.
But till that mornin', there's a-nothin' can harm you
With Daddy and Mammy standin' by.


Para mim das músicas mais lindas que há. Descobri agora que "Summertime is probably the most covered song on the world. There are more then 2600 known covers and every year a new cover is recorded"!! Agora foi a vez de Caetano, apesar de não a ter tocado no show. Oiço-a e lembro-me sempre de um senhor que tocava esta melodia em saxofone, junto à Duomo di Milano. Penso nas vezes que lá passava, a pé ou bici, e parava a ouvir.
Penso no verão, nas férias, nas viagens, nos bons momentos. Nas pessoas de quem gosto e estimo.
E fico a sonhar com mais verões. Por ora estamos no Outono, com o sol morno, as castanhas em Lisboa, as folhas no chão. Cada estação tem o seu encanto.

"The Man I Love"

(George Gershwin / Ira Gershwin)

Someday he'll come along
The man I love
And he'll be big and strong
The man I love
And when he comes my way
I'll do my best to make him stay

He'll look at me and smile
I'll understand
And in a little while
He'll take my hand
And though it seems absurd
I know we both won't say a word

Maybe I shall meet him sunday
Maybe monday
Maybe not

Still I'm sure to meet him one day
Maybe tuesday
Will be my good news day

He'll build a little home
Just meant for two
From which I'll never roam
Who would?
Would you?

And so all else above
I'm waiting for....
The man I love

DAR e RECEBER

CAETANO deu para nós um bom show. Recebeu aplausos, carinho. Eu dei pra minha irmã um breve momentinho para sempre guardadinho. Mas nada teria acontecido sem um grande amiguinho, que deu pra mim esse presentinho, de assitir ao show do Caetaninho!
Quando há quem desista de dar, isso só vem mostrar que deixou de acreditar. Porque dar e receber é a mais bonita forma de ser e estar. Dar sem nada esperar, recebendo um gesto ou um sorriso. Receber, sabendo reconhcer e querendo corresponder. Agradecer com prazer, dar prazer, receber prazer, prazer em conhecer, pelo puro prazer de fazer acontecer.
Sem mais, Variações "Devia ser a nossa forma de viver, DAR e RECEBER".

domenica, ottobre 24, 2004

?

Porque catalogamos as pessoas? Porque tentamos sempre classificar, inseri-las num qualquer estereótipo? Será que isso nos deixa mais esclarecidos, mais seguros de nós e dos outros? Porquê esta incessante tentativa de descoberta e de controlo? Quando certas frases sábias perdem o significado.Perdem-se.. "Só sei que nada sei". Mas queremos sempre saber, não é? Vivemos inconformados. Connosco, com os outros. Tentamos prever. Mas a vida prega partidas, faz-nos surpresas. Boas e más. Aí está a sua beleza! Não saber!
E porque passamos a vida à volta das mesmas questões, vamos experimentando. Experiências de vida, experiências na vida. Seguimos exemplos, inovamos, repetimos. Julgamos. Pensamos que sabemos e de repente surpreendemo-nos. A nós e aos outros. Se me classificasse, se tentasse caracterizar-me, o que seria EU? Poderia dizer música. Porque a música para mim é quase tudo. São memórias, sensações fortes associadas a sons. Como explicar a quem não ouve? O que sente realmente um surdo? O que ouve dentro de si? E um cego, o que vê? Passamos a vida a roubar uns aos outros. Palavras, afectos, sons, imagens. Muitas vezes de forma inocente e inofensiva. Mas pode ser perigoso e violento, quando queremos mais do que precisamos, ou quando precisamos mais do que temos.
Há dias assim. Em que me ocorrem mil e umas questões. Em que não sei o que quero, em que não apetece estar em lado nenhum. E vêm-me constantemente frases de canções à cabeça, "só estou bem onde não estou, porque só quero ir onde não vou". Apodero-me de frases, roubo-as, uso-as. Não por um sentimento de posse, mas por simples identificação. Profunda e sentida. É o efeito da música em mim. Porque "música é sentimento".
Encontrei escritas de há um ano atrás e veirfico que há sentimentos que não mudaram, incertezas, inseguranças. Porque será tão difícil aceitar certas realidades? "I'm not a perfect person"!! Será que não me conformo? Não exijo dos outros a perfeição, nem tanto acredito em tal coisa, não procuro o homem perfeito. Mas parece que não aceito isso para mim. Que o mundo me pesa nos ombros, que me sinto culpada pela forma de vida privilegiada e por não abdicar dela, por não ajudar os outros, por me fechar no meu mundo, por tudo e por nada. "Todo passa!"
É bom saber que tenho alguém lá fora, amigos e família. Sem eles nada faria sentido. O que seriamos nós sózinhos no mundo? O que é a vida sem partilha? (a vida não é uma ilha!)


"Bem que se quis...

...depois de tudo ainda ser feliz
mas já não há caminhos pra voltar
e o que é que a vida fez da nossa vida?
o que é que a gente não faz por amor?"

Ontem, a caminho do cinema, sobressaltei ao som desta canção.
Porque é que há músicas que me tocam tanto? Que mexem comigo pra caramba? Na voz da Marisa Monte, essa canção leva-me a um passado distante, e no entanto consegue estar tão actual, porque me faz sentir que nunca esqueço o passado. Somos o que vivemos e as memórias fazem a nossa personalidade, maneira de ser, de estar. Será possível desligar do passado e viver uma nova vida? Não acredito que se consiga desprender assim, fica sempre algo. E se de memórias vivo, de memórias sou feita. Mas não quero ficar agarrada ao passado, penso no presente, no futuro. E talvez por isso me assuste parar e pensar. O que me espera?
No fim do filme ("Before sunset"), igual sentimento de previsibilidade inicial . Sabia mais ou menos o que me esperava, mas gostei da simplicidade, da leveza, do reencontro e do acreditar no amor. Porque a esperança é sempre a última que morre. E a felicidade a nossa busca constante. "Bem que se quis, depois de tudo ainda ser feliz"

martedì, ottobre 19, 2004

"What is love?What is happiness?"

Hoje senti-me o cantinho do contraditório. Querer estar e fugir dos braços de alguém ao mesmo tempo. O coração não mente, mas a mente parece que também sente! Será que sou inconsistente?

Um mundo melhor é possível!

"Você não precisa descobrir quem você é. Você pode escolher quem você é."
Recebi hoje isto num mail. Passamos a vida à volta do EU e daquelas questões existenciais sem resposta: Quem sou? De onde vim? Para onde vou? Quanto mais pensamos menos fazemos. Sinto-me muitas vezes teórica, "burguesa sem religião", perdida. Disseram-me um dia que "não há caminhos, há que caminhar", mas por onde devo ir? Que escolhas fazer?
Em onda cinematográfica, filmes que me inquietam. "Quanto injusticia, non?"! Problemas e desigualdades sociais, descriminação, violação dos direitos fundamentais. Identifiacação, Sentimento de revolta, Inquietação, vontade de agir, ajudar, mudar o mundo. Sim, acredito num mundo melhor. Talvez seja utópico, até hipócrita querer ser "salvadora," mas é o meu sonho! Acredito que mundando o EU podemos mudar o NÓS! Uma pessoa melhor, num mundo melhor.

"Keep swimming, keep movin', keep dreaming...".
Just do what you feel but don't forget to "keep it real!"

lunedì, ottobre 18, 2004

la vita è bella

chá verde, música italiana, viagens dentro do meu quarto, sonhos e uma declaração de amor! Lá fora chove, "tudo o vento levou". Cinema, o alimento do bichinho. Agora vou preparar a "cena"!
Está alguém lá fora?

Começo

(a)postar ideias e sonhos. Pausa é fazer um intervalo, uma breve suspensão. Na fala, na escrita, na música. Na vida. Para depois recomeçar. Continuação ou mudança. Sempre com muita esperança.
Porque parar é preciso, mas o mais importante é caminhar.